O Governo de Minas publicou neste mês de fevereiro, no Diário Oficial, o decreto que institui a criação do Corredor Ecológico Serra da Moeda-Arêdes, interligando o Monumento Natural Estadual da Serra da Moeda e a Estação Ecológica Estadual de Arêdes, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).
A área, que possui 464,70 hectares, será administrada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) . Isso é o equivalente a 464 campos de futebol, que agora estarão protegidos para preservação do meio ambiente.
O corredor foi criado com o objetivo da conexão entre os ambientes campestre e florestais do Monumento Natural Estadual da Serra da Moeda e a Estação Ecológica Estadual de Arêdes, favorecendo o fluxo gênico entre populações da fauna e da flora. Além disso, a instituição da proteção da área irá beneficiar a conservação e a recuperação das áreas de preservação permanente da região.
Outra ação que será desenvolvida na área será junto à população local, com a promoção da regularização ambiental das propriedades rurais da região. De acordo com o diretor-geral do IEF, Breno Lasmar, as medidas irão agregar valor à área, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos.
“Traz para essa região um valor significativo de atuação do Estado de Minas Gerais, para que a gente possa, cada vez mais, ampliar as áreas de conservação, fazer com que haja melhoria da qualidade ambiental e entregar à sociedade de melhores condições de vida”, afirmou Breno, que detalhou as características do novo corredor ecológico.
“Nós estamos falando de uma área que tem uma grande importância para a região, principalmente por ser uma área de valor ambiental rica em biodiversidade”, concluiu.
O que é um corredor ecológico?
Os corredores referem-se a extensões significativas de ecossistemas biologicamente prioritários, nos quais o planejamento responsável do uso da terra facilita o fluxo de indivíduos e genes, além de contribuir para a regulação do ciclo hidrológico. Nesse intuito, o IEF iniciou a implantação de corredores ecológicos nos biomas do Estado.
De acordo com informações do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, os corredores ecológicos regionais vêm fomentando, junto aos atores locais, visões de território que passam pelo orgulho e pertencimento a um espaço; pela valoração de produtos por meio de certificação de origem; pelo trabalho em cadeias produtivas de produtos oriundos deste território; pelos serviços ambientais, com ênfase em ecoturismo de base conservacionista (MMA, 2005; 2007).
Mais informações sobre corredores ecológicos podem ser obtidas aqui .
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