Minas Gerais passou a contar, em 2023, com um importante aliado na luta contra o desmatamento. Por meio de parceria firmada junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Estado passou a usar a plataforma de sensoriamento remoto via satélite Brasil MAIS nas ações de fiscalização e de regularização ambiental. Com a tecnologia, foi possível diminuir o tempo médio gasto para o monitoramento da cobertura vegetal do território mineiro de 40 para 25 dias, reduzindo custos e permitindo uma atuação mais rápida e assertiva dos órgãos de controle.
A plataforma Brasil MAIS permite o acesso a imagens adquiridas pela constelação PlanetScope, composta por mais de 180 satélites. Os dados de desmatamento são atualizados semanalmente e compartilhados on-line com os usuários cadastrados. Atualmente, a plataforma conta com 305 instituições públicas cadastradas, sendo responsável pelo monitoramento diário de 8,5 milhões de Km² em todo o território nacional.
“Os alertas emitidos pela plataforma substituíram os dados gerados pelos técnicos do Instituto Estadual de Floretas (IEF) , feitos a partir da análise visual de imagens de satélite. Agora, os profissionais poderão focar nas demais etapas do fluxo de monitoramento, validando e qualificando melhor os dados”, explica o diretor de Controle, Monitoramento e Geotecnologia do IEF, Flávio Aquino.

Detecção mais rápida
A nova tecnologia trabalha com imagens de satélite com melhor resolução espacial. O ganho em definição e nitidez nas análises espectrais aumentou consideravelmente a precisão de monitoramento de pequenas áreas de desmatamento (menores que um hectare), permitindo uma atuação mais rápida da fiscalização e evitando danos ambientais mais intensos à cobertura vegetal do estado.
No primeiro semestre de 2022, o monitoramento contínuo da vegetação, realizado pelo IEF, identificou 45 polígonos de desmatamento inferiores a um hectare. Em 2023, no mesmo período, foram registrados 129 polígonos, a partir da utilização da plataforma Brasil MAIS.
Antes da parceria, o IEF utilizava a constelação de satélites Sentinel, com resolução espacial de dez metros, nas ações de monitoramento da cobertura vegetal do estado. Já a constelação PlanetScope, integrada à Brasil MAIS, apresenta imagens com resolução espacial de três metros. Além disso, o algoritmo da plataforma interpreta as alterações da paisagem monitorada com maior precisão, diminuindo consideravelmente a incidência de falsos positivos nos alertas de desmatamento gerados.
“O objetivo principal do monitoramento contínuo é alimentar a base de dados da fiscalização, indicando, em menor intervalo de tempo possível, as áreas onde ocorreram supressão de vegetação sem autorização. Nesse sentido, a incorporação dos alertas gerados pela plataforma Brasil MAIS trouxe mais dinamismo e transparência às ações de prevenção e combate promovidas pelo Estado”, avalia o gerente de Monitoramento Territorial e Geoprocessamento do IEF, Bruno de Almeida.
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