A Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) conduz dois projetos para a Inovação e o Resgate histórico e cultural da vitivinicultura do Sul de Minas. As propostas buscam conhecer e fortalecer a produção de uvas americanas e de vinhos de mesa nos municípios de Caldas, Santa Rita de Caldas e Andradas.
Os trabalhos contam com o apoio financeiro de cerca de R$ 1 milhão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). As ações incluem a implantação de unidades demonstrativas com diferentes variedades de uvas híbridas para a produção de espumante, vinho e suco, além de capacitações para os produtores.
Também foram realizadas atividades com estudantes do 6º ao 9º ano e em duas creches do município de Caldas, com o intuito destacar o valor histórico da atividade. Em uma das visitas, as crianças fizeram, inclusive, a pisa da uva.
“Até os anos 1980, a uva era a principal fonte de renda da região. Os municípios de Caldas, Andradas e Santa Rita de Caldas eram responsáveis pelo abastecimento dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro com a produção de vinho. Essa atividade persiste, em menor proporção, mas ainda muito significativa para os produtores e com grande impacto na economia das famílias”, comenta a enóloga da Epamig, Angélica Bender.
Outro ponto trabalhado tem sido a legalização desses viticultores. Angélica Bender conta que a demanda partiu dos próprios produtores, após uma ação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
“Este é um movimento mais recente, alguns produtores procuraram a Epamig, Emater-MG e o sindicato do Produtores Rurais de Caldas para iniciar um grupo de trabalho com intuito de trabalhar a legalização de pequenos estabelecimentos elaboradores de vinhos”, informa.
“Fomos buscando alternativas e chegamos à proposta de criar uma associação e legalizar cada propriedade, para que cada um mantenha o seu perfil de vinho, a sua identidade”, acrescenta a pesquisadora.
Dentre as ideias levantadas está a possível aquisição de um caminhão de envase para diminuir os custos de implantação das vinícolas. “A parte do envase é a mais crítica e a que representa mais custos para o produtor”, explica Angélica. Para conhecer melhor e avaliar o sistema, o grupo visitou uma cooperativa em Jundiaí (SP), que adotou a alternativa.
“No começo de junho foi feita uma reunião com um grupo maior de produtores que demonstraram interesse na legalização. A próxima etapa, que iniciaremos já na segunda quinzena deste mês, será avaliar cada propriedade e as condições necessárias para a legalização”, detalha a pesquisadora.
A equipe ainda não possui um levantamento preciso do número de viticultores familiares na região, mas tem percebido o interesse pela legalização e pelo trabalho de resgaste aumentar. “No início do contato foi boca a boca, por meio de visitas e das instituições parceiras. Hoje os produtores têm se sentido mais à vontade e procurado a Epamig”, relembra Angélica.
O enoturismo tem sido outra possibilidade avaliada e estimulada pelo grupo de trabalho, que além da equipe de vitivinicultura da Epamig em Caldas, tem a participação da Emater-MG, do Senar-MG, do Sindicato dos Produtores Rurais, do Sebrae e dos poderes públicos e lideranças municipais.
Agropecuária Minas entrega 156 títulos de propriedade rural em Jequitinhonha, após 34 anos de espera
Agropecuária Casal deixa a capital do país e retoma tradição familiar na produção de queijo em Minas Gerais
Agropecuária Governo de Minas entrega kits de irrigação a mais de mil produtores do Vale do Jequitinhonha
Agropecuária Quatro municípios são incorporados à microrregião produtora do Queijo Artesanal do Serro
Agropecuária Governo de Minas participa da 16ª Festa do Queijo de Ipanema, no Vale do Rio Doce
Agropecuária Governo de Minas participa da Megaleite 2026, maior exposição de pecuária leiteira da América Latina Mín. 17° Máx. 20°
Mín. 15° Máx. 21°
Chuvas esparsasMín. 13° Máx. 20°
Tempo limpo