Estudantes do 5º ano da rede municipal plantaram 13.353 mil mudas de árvores nativas e frutíferas em 120 bosques implantados em 116 municípios mineiros nos primeiros meses de 2026. A ação faz parte do projeto Bosque do Amanhã, iniciativa do Governo de Minas integrada ao Programa Jovens Mineiros Sustentáveis (JMS), que alia conscientização ambiental e recuperação de áreas verdes.
Criado em 2023, o projeto tem como foco a educação ambiental, o enfrentamento das mudanças climáticas e a restauração dos biomas Cerrado e Mata Atlântica. Desde o lançamento, a iniciativa já contabiliza o plantio de 361 bosques e 37.704 mudas em diferentes regiões de Minas Gerais.
A proposta une teoria e prática. Antes do plantio, os alunos participam de atividades em sala de aula para aprender conceitos relacionados à preservação ambiental. Em seguida, colocam o conhecimento em prática no campo, participando diretamente do plantio das mudas.
A ação é realizada em parceria com o Instituto Estadual de Florestas (IEF) , responsável pelo fornecimento das mudas e pelo apoio técnico às atividades, com palestras, orientações e acompanhamento junto às unidades regionais e municípios participantes.
Além das escolas, o projeto também envolve famílias, empresas locais, instituições e organizações da sociedade civil, ampliando o alcance das ações e fortalecendo o sentimento de pertencimento da comunidade com os espaços restaurados. Os bosques plantados ainda são georreferenciados por meio da plataforma IDE-Sisema, garantindo o monitoramento das áreas recuperadas.
Segundo o coordenador do programa e diretor de Educação Ambiental da Semad, Ricardo Cottini, a restauração florestal desempenha papel estratégico no enfrentamento da crise climática. “As árvores absorvem dióxido de carbono, liberam oxigênio, ajudam na regulação do ciclo da água, protegem a biodiversidade e contribuem para a recuperação de áreas degradadas. Esse trabalho também fortalece a segurança hídrica e alimentar, além de promover qualidade de vida para as comunidades”, destaca.

Refúgios climáticos
Além do plantio dos bosques, a edição de 2026 também incentivou a criação de refúgios climáticos em escolas e espaços públicos. A proposta consiste em desenvolver áreas arborizadas que proporcionem sombra, conforto térmico e espaços de convivência para amenizar os impactos das altas temperaturas.
As intervenções incluíram plantio de árvores, flores e arbustos, além da instalação de bancos, comedouros para aves e até pequenos lagos artificiais. Muitos espaços também receberam placas educativas com orientações sobre preservação ambiental.
Neste ano, foram implantados 19 refúgios climáticos com participação de 12 municípios. O destaque ficou para Betim, onde a prefeitura criou espaços em sete escolas municipais e em dez unidades do Colégios Tiradentes.
A iniciativa reforça o papel da educação ambiental como ferramenta para formar cidadãos mais conscientes e preparar as cidades para os desafios impostos pelas mudanças climáticas.
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