O Hospital Regional de Barbacena Dr. José Américo (HRB-JA), do Complexo Hospitalar de Barbacena, iniciou a realização de cirurgias de artroplastia total de joelho, ampliando o acesso a procedimentos de alta complexidade na macrorregião Centro-Sul de Minas. A expectativa da unidade é avançar no atendimento da demanda reprimida e zerar a fila de aproximadamente 260 pessoas que aguardam pelo procedimento.
Antes, muitos pacientes precisavam se deslocar para outros municípios para realizar a cirurgia. Agora, passam a contar com assistência especializada mais próxima de casa, o que reduz desgastes e facilita o acompanhamento em todas as etapas do tratamento.
À frente do serviço estão os ortopedistas Artur Sette e Pedro Henrique Ananias, responsáveis por conduzir as cirurgias e estruturar o fluxo assistencial. Segundo Sette, o principal diferencial está na descentralização do atendimento de alta complexidade.
“O paciente da macrorregião não precisa mais ser encaminhado para grandes centros. Aqui, conseguimos oferecer estrutura adequada, com acompanhamento próximo no pré e no pós-operatório, o que impacta diretamente no resultado do tratamento”, explica.
O médico também destaca a organização do fluxo. “Os pacientes passam por uma triagem criteriosa, com reavaliação clínica e planejamento cirúrgico. Isso permite priorizar casos mais graves e reduzir riscos, além de evitar cancelamentos”, afirma.
A artroplastia total de joelho é indicada principalmente para pacientes com artrose avançada, quando há dor intensa e limitação importante dos movimentos. De acordo com o médico Pedro Ananias, o principal benefício do procedimento é a recuperação da qualidade de vida. “A cirurgia é indicada quando outras abordagens já não trazem melhora. O ganho mais evidente é o alívio da dor, mas também há melhora significativa da mobilidade e da independência do paciente”, ressalta.
Perto de casa
Ananias também destaca o impacto regional da iniciativa. “Trazer esse serviço para Barbacena representa um avanço importante. Facilita o acesso, melhora a adesão ao tratamento e proporciona mais segurança para o paciente, que pode realizar todo o processo perto da família”, completa.
Desde o início da implementação, seis cirurgias já foram realizadas, todas com boa evolução clínica. Atualmente, o hospital tem capacidade para realizar entre duas e cinco cirurgias por semana, com possibilidade de ampliação gradual.
Para o diretor do complexo, Claudinei Campos, o serviço atende a uma demanda histórica. “Quem convive com dor sabe que esperar não é simples. Ao realizar esse tipo de cirurgia, devolvemos autonomia e qualidade de vida às pessoas”, afirma.
A paciente Neuza Aparecida de Souza, de 56 anos, aguardava pelo procedimento há cerca de um ano e meio e conseguiu realizá-lo no último dia 6. “Eu tinha muita dor, quase caía. Agora estou me recuperando bem. Foi muito bom fazer a cirurgia aqui”, conta.
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