O Hospital Eduardo de Menezes (HEM), unidade da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) , inicia, neste mês, a realização do ecocardiograma transesofágico (Ecote), exame que permite uma avaliação mais detalhada das estruturas do coração. A novidade representa um avanço importante para o HEM, referência estadual no atendimento a pacientes com doenças infecciosas.
De acordo com o cardiologista do hospital, Gustavo Fidelis, o exame é indicado principalmente para investigar alterações nas válvulas cardíacas, identificar infecções ou detectar a presença de coágulos dentro do coração.
“O ecocardiograma transesofágico é realizado de forma semelhante a uma endoscopia. Um transdutor é introduzido pelo esôfago, que fica ao lado do coração, permitindo visualizar o órgão de muito perto e com maior riqueza de detalhes”, explica.
Segundo o especialista, essa proximidade possibilita imagens mais precisas, sem a interferência de estruturas do tórax, o que pode limitar o ecocardiograma convencional em alguns pacientes ou em determinadas situações clínicas.

No HEM, a oferta do exame tem impacto ainda maior devido ao perfil assistencial da unidade: como o hospital é referência em doenças infecciosas, muitas vezes é necessário investigar se o coração pode ser o foco de uma infecção.
“Nesses casos, o Ecote auxilia na identificação de problemas como a endocardite, infecção nas válvulas cardíacas, além de contribuir para o diagnóstico de doenças valvares, malformações cardíacas e trombos”, detalha Gustavo Fidelis.
Melhorias para o usuário do SUS
Antes da implantação do exame na unidade, os pacientes precisavam ser encaminhados para outros serviços para realizar o procedimento. Com a nova estrutura, o Ecote passa a ser feito no próprio HEM, reduzindo deslocamentos e possibilitando a realização também em pacientes internados em estado mais grave.
O exame é feito com o paciente sedado e, nos casos de pacientes internados, ocorre no bloco cirúrgico, com acompanhamento da equipe de anestesia, o que aumenta a segurança do procedimento. Em geral, é necessário apenas jejum de cerca de oito horas antes da realização.
Para a diretora do Hospital Eduardo de Menezes, Virginia Andrade, a implantação do Ecote fortalece a capacidade diagnóstica da unidade e contribui para melhorar a assistência aos pacientes.
“Esse avanço possibilita mais agilidade e precisão na identificação de alterações cardíacas e na definição das condutas terapêuticas”, afirma.
Segundo ela, a iniciativa contribui para diagnósticos mais rápidos, tratamentos mais direcionados e melhores desfechos clínicos, reforçando o compromisso do hospital com a qualidade da assistência e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
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