A produção da cachaça mineira está cada vez mais ligada à ciência, à tecnologia e à inovação. Nesta quarta-feira (25/2), foi inaugurado o Centro de Referência à Cachaça de Salinas, considerada a Capital Nacional da Cachaça, no Norte de Minas.
Vinculado ao Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG) – Salinas, o centro recebeu mais de R$ 780 mil do Governo de Minas , via Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) .
Além disso, toda a interlocução para a execução do projeto foi realizada com apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG) , no âmbito do Projeto de Ciência, Tecnologia e Inovação (PCTI).
O recurso será utilizado na estruturação e modernização do laboratório de análises físico-químicas da instituição, bem como para a concessão de bolsas de pesquisas no setor visando apoiar a cadeia produtiva de cachaça artesanal do Norte de Minas Gerais.
Esse já é o terceiro centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) dedicado à bebida em Minas Gerais, se juntando aos Centros de Referência em Cachaça de Lavras, inaugurado em 2024, e de Florestal, lançado em 2025, ambos também com investimentos do Governo de Minas.
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"Ao todo, já investimos quase R$ 8 milhões para estruturar todo esse sistema, apoiando quem produz cachaça por meio de investimentos em quem pesquisa cachaça. Através dos laboratórios certificadores a gente une o melhor dos dois lados", afirma o secretário executivo de Estado de Desenvolvimento Econômico, Bruno Araújo. | ||||
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"Tão importante quanto garantir a qualidade, é garantir que esses produtores tenham acesso digno ao mercado, fazendo com que o mundo conheça o potencial da nossa cachaça", ressalta a diretora de Comercialização e Mercados da Seapa-MG, Sandra Regina Carvalho dos Santos.
Centro da Cachaça em Salinas
Assim como os outros centros já instituídos no estado, o laboratório do IFNMG tem o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva da cachaça mineira, validando metodologias analíticas, promovendo a capacitação técnica e consultoria para produtores e parcerias institucionais.
A partir dessa atuação, é esperada a redução da informalidade da produção da cachaça, o que irá gerar impacto positivo na qualidade e na segurança da bebida.
"Com essas novas estruturas, esperamos gerar valor agregado à cachaça mineira de alambique, trazendo mais atratividade, certificação, qualidade e possibilidade de exportação a esse produto genuinamente mineiro”, destaca o subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Sede-MG, Lucas Mendes.
O local também irá fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico da região, conectar o setor produtivo à academia e ampliar a atuação regional nas áreas de P&D. O laboratório também servirá como um aparato técnico e prático para acadêmicos do curso superior em Produção de Cachaça, único no Brasil, oferecido pelo IFNMG - Salinas.
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"Nosso objetivo é trazer os alunos para dentro do laboratório para que eles desenvolvam, além do estudo teórico, a prática laboral. O foco é também realizar e certificar as análises de cachaça, para que estejam de acordo com o padrão exigido pela legislação, e apoiar os produtores na melhoria de processos e da qualidade da cachaça", destaca o professor e coordenador da Pós-Graduação em Produção de Cachaça no IFNMG – Salinas, Felipe Cimino Duarte. | ||||
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Tradição e futuro
Minas Gerais é o maior produtor de cachaça de alambique do Brasil, respondendo por quase 40% dos estabelecimentos elaboradores do produto registrados no país (501). Ao todo, são 13,5 milhões de litros produzidos por ano e mais de 2,4 mil cachaças registradas.
O polo da cachaça artesanal de Salinas ainda é reconhecido como Arranjo Produtivo Local (APL) pelo Estado e detém Indicação Geográfica (IG), medidas que valorizam o produto e os empreendedores locais.
Apesar disso, a cadeia produtiva local, reconhecida por sua tradição e qualidade, ainda enfrenta desafios quanto à competitividade, legalização e acesso a novos mercados. Nesse sentido, o novo Centro de Referência surge justamente para aproximar a ciência, a tecnologia e a inovação dos produtores locais, oferecendo soluções e certificações para elevar a qualidade do produto.
"Além de aumentar a competitividade, baixar custos e facilitar a logística, o laboratório em Salinas irá trazer mais qualidade para a nossa cachaça e auxiliar produtores que quiserem legalizar seu produto, já que o produtor vai acompanhar de perto as análises, podendo fazer adequações.”, afirma o presidente da Associação de Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (Apacs), Jean Henrique de Oliveira.
Atualmente, a Apacs conta com 27 associados e mais de cem rótulos de cachaça registrados.
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