Mesmo sem casos humanos confirmados da febre amarela em Minas Gerais em 2026, o Governo de Minas , por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) , vai intensificar, de forma preventiva, as ações de vigilância, vacinação e capacitação de profissionais de saúde para o período sazonal de maior risco de transmissão da doença, dentro da estratégia permanente de monitoramento e preparação da rede assistencial.
A Força Estadual do Sistema Único de Saúde (SUS) promoverá, nesta semana, oficinas regionais para médicos e enfermeiros que atuam na linha de frente do atendimento. As regiões do Triângulo Mineiro, Zona da Mata e Noroeste do estado terão atenção prioritária, com base em critérios epidemiológicos e na necessidade de reforço da cobertura vacinal.
O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, pondera que apesar de a febre amarela apresentar sintomas iniciais semelhantes aos da dengue, os cuidados clínicos são distintos e o reconhecimento oportuno da doença é essencial para reduzir complicações e óbitos. Enquanto o manejo da dengue se baseia, em geral, em hidratação e repouso, a febre amarela pode demandar, inclusive, suporte especializado, como transfusão de plasma.
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"A febre amarela exige um acompanhamento médico mais rigoroso. Por isso, a capacitação permanente das equipes de saúde é fundamental para garantir diagnóstico adequado e tratamento oportuno", explica Eduardo Prosdocimi. | ||||
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Sintomas e atendimento
As atividades da Força Estadual do SUS ocorrerão em Uberaba, Unaí e Juiz de Fora, na terça (20/1) e na quarta-feira (21/1), e em Uberlândia e Ituiutaba, na quinta (22/1) e na sexta-feira (23/1). As equipes municipais participarão de oficinas de manejo clínico da febre amarela e de visitas técnicas a unidades de saúde envolvidas no atendimento de possíveis casos.
Os sintomas da febre amarela costumam surgir entre três e seis dias após a infecção. Na fase inicial, a doença pode causar febre súbita, dor de cabeça intensa, dores musculares, calafrios, náuseas, vômitos, cansaço e perda de apetite.
Em parte dos casos, os sintomas regridem espontaneamente após alguns dias, mas em outros podem evoluir para a forma grave, com febre alta persistente, icterícia, dor abdominal, vômitos com sangue, sangramentos e sinais de insuficiência hepática ou renal, situação que exige atendimento médico imediato.
A população deve procurar, preferencialmente, a Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação inicial e notificação. Casos moderados ou graves devem ser encaminhados para Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou hospitais.
Vacinação e investimentos
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a febre amarela. O imunizante é seguro, eficaz e está disponível gratuitamente pelo SUS em todos os municípios mineiros, de acordo com o seguinte esquema vacinal:

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Em Minas Gerais, a cobertura vacinal entre janeiro e novembro de 2025 foi de 84,12%. Para ampliar o acesso à imunização, o Estado já destinou R$ 165 milhões aos municípios para ações extramuros e R$ 100 milhões para a aquisição de Vacimóveis. Para o biênio 2025–2026, estão previstos R$ 210 milhões para intensificação das ações de imunização, incluindo contra a febre amarela.
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