Localizado em uma região conceituada de Belo Horizonte, um prédio de 12 andares e mais de 4 mil metros quadrados passou anos em completo desuso, se tornando símbolo do desperdício do espaço público. Felizmente, em 2021, esse cenário começou a mudar.
A partir das ações conduzidas pelo Governo de Minas , por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede-MG) e da Minas Gerais Participações S.A. (MGI) , a propriedade arrematada em leilão por R$ 20 milhões ganhou utilidade no setor privado e os recursos com a negociação obtidos pelo Estado foram direcionados para áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública.
O espaço se transformou em um novo hotel da AccorHotels, uma das maiores redes hoteleiras do mundo e responsável pela operação do novo empreendimento. A OR3, empresa especializada na compra de imóveis de alto valor e formada por quatro empresários mineiros, foi quem realizou a aquisição do imóvel.
Segundo o CEO da OR3, Ofli Guimarães, Minas é um estado cada vez mais seguro para investir, o que motivou a compra do imóvel.
“Sempre priorizamos investimentos em Minas Gerais, especificamente em Belo Horizonte, pois quando investimos em um imóvel, valorizamos todo o entorno e isso gera desenvolvimento local e mais empregos”, destaca Ofli.
O total investido no novo empreendimento é de R$ 80 milhões e até o momento cerca de 100 empregos foram gerados.
Esse é somente um exemplo do resultado de uma gestão eficiente dos ativos públicos em Minas Gerais. Entre 2019 e 2025, as alienações geraram mais de R$ 170 milhões em receitas para os cofres estaduais.
“A alienação dos imóveis públicos é importante para otimizar a gestão do gasto público a partir da desoneração dos cofres com despesas de manutenção e eventuais custos com processos judiciais, além de suplantar recursos para as políticas públicas prioritárias do estado”, destaca a secretária de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Mila Corrêa da Costa.
Novas destinações geram novas oportunidades
Entre 2019 e julho de 2025, foram leiloados 225 imóveis pertencentes ao Governo de Minas, em 38 municípios localizados em Minas Gerais e em outros estados, como Bahia e Santa Catarina.
“Nosso objetivo é ampliar a carteira de imóveis a serem alienados, incluindo patrimônios de outras estatais e órgãos públicos, além de apoiar os municípios na destinação de seus bens ociosos, promovendo o melhor aproveitamento econômico e a otimização do patrimônio público”, afirma o diretor-presidente da MGI, Weverton Vilas Boas.
No centro de Belo Horizonte, um imóvel em desuso foi adquirido pela EMC Empreendimentos em 2022, por R$ 7,7 milhões, e que atualmente passa por um processo de revitalização (retrofit), para ser disponibilizado em locação para o mercado.
Segundo o sócio-administrador da empresa que adquiriu a propriedade, Gustavo Dias de Meira, cerca de 50 pessoas serão empregadas nas atividades em um prédio que antes estava inutilizado.
“É gratificante perceber que o estado está se mobilizando para aumentar a arrecadação de forma eficiente, ao mesmo tempo, em que oferece oportunidades para que empreendedores tenham acesso a imóveis com grande potencial de valorização”, destaca.
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