Com o objetivo de conter o avanço da hepatite A na capital mineira, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está à frente de uma força-tarefa que inclui investigação epidemiológica ativa, reforço da vigilância e antecipação de vacinas. O esforço é uma parceria com a Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e o Ministério da Saúde (MS), em busca das principais medidas de resposta à situação.
A partir da análise do cenário epidemiológico estadual, a SES-MG identificou um aumento expressivo no número de casos na capital, especialmente entre homens jovens de 20 a 44 anos. Entre dezembro de 2023 e março de 2025, foram confirmados 223 casos laboratoriais da doença, com crescimento acentuado a partir de agosto de 2024.
“Foi emitido um alerta epidemiológico aos profissionais de saúde, tanto da atenção primária quanto hospitalar, dos municípios com maior incidência, para garantir a adoção rápida e adequada das medidas de prevenção e controle”, explica Eva Lidia Arcoverde, coordenadora do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs-Minas).
Investigação epidemiológica em cursos
Para compreender melhor a dinâmica da transmissão e subsidiar ações de saúde pública, a SES-MG iniciou uma investigação epidemiológica detalhada em Belo Horizonte. A estratégia inclui o envio de questionários por WhatsApp às pessoas que tiveram casos confirmados ou suspeitos, com participação voluntária e sem qualquer solicitação de dados bancários ou pagamento.
“O objetivo é entender o cenário e propor intervenções efetivas. A população pode colaborar com a vigilância em saúde ao responder ao questionário”, destaca Eva Lídia.
Ações integradas e preventivas
Além da investigação, a SES-MG antecipou o envio de 3 mil doses da vacina contra hepatite A para a capital. A Secretaria também realiza, semanalmente, análises dos dados notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), conduz reuniões técnicas com as Unidades Regionais de Saúde, núcleos hospitalares e mantém interlocução permanente com o Cievs-BH.
Foi solicitado ainda o apoio do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do SUS (Episus), do Ministério da Saúde, e estão sendo elaborados relatórios técnicos com recomendações para evitar novos casos.
Sobre a doença
A hepatite A é causada por um vírus de transmissão fecal-oral, frequentemente relacionada ao consumo de água e alimentos contaminados ou à falta de saneamento básico e higiene. A convivência próxima com pessoas infectadas e relações sexuais desprotegidas também podem aumentar o risco de contágio.
“O contato intradomiciliar, ou seja, a convivência de uma pessoa contaminada e outra não, dentro da mesma casa, também pode aumentar a chance de ocorrer uma exposição ou contato sexual que levem à contaminação”, alerta Daniela Caldas Teixeira, médica infectologista do Cievs-Minas.
Entre os sintomas estão fadiga, febre, mal-estar, dores musculares, enjoo, vômitos e alterações intestinais. O diagnóstico é feito por exame de sangue que detecta anticorpos específicos (anti-HAV IgM). Após a infecção e evolução para a cura, os anticorpos produzidos impedem nova infecção, produzindo uma imunidade duradoura.
A principal forma de prevenção é a vacinação, que é segura e altamente eficaz. O uso de preservativos também é fundamental.
Daniela explica que não há medicamento específico para o tratamento da hepatite A. “É possível aliviar os sintomas e, em situações específicas, tratar as complicações. Em caso de evolução com gravidade, a pessoa pode precisar de internação”, finaliza a médica.
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