Uma atividade realizada no sábado (3/8) reuniu dezenas de pessoas para debater a implementação da Trilha de Longo Curso na Serra do Espinhaço, para fomentar o turismo ecológico na região, entre Ouro Preto, Ouro Branco e Altamira, distrito de Nova União.
A realização do 9º Seminário Transespinhaço é uma das atividades previstas no Plano de Ação da Trilha de Longo Curso Transespinhaço (Tesp) e faz parte do Plano de Ação Territorial (PAT) para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção do Espinhaço Mineiro, no âmbito do projeto Pró-Espécies: Todos contra a extinção.
O evento, que aconteceu em Sabará, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), teve apresentações, planejamento estratégico e atividades práticas para fortalecer o Setor 1 e promover as Trilhas de Longo Curso como ferramentas de conservação ambiental.
No Setor 1, estão localizadas as unidades de conservação Parque Estadual do Itacolomi, Estação Ecológica do Tripuí, Floresta Estadual de Uaimií, Monumento Natural Serra da Piedade, Monumento Natural de Itatiaia, Parque Estadual Serra do Ouro Branco e Área de Proteção Ambiental Sul (APA-Sul), todas administradas pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF) .
Há ainda o Parque Municipal Cachoeira das Andorinhas e o Parque Nacional Serra do Gandarela, dentre outras.
O Setor 1 engloba os municípios de Ouro Branco, Ouro Preto, Mariana, Itabirito, Santa Bárbara, Barão de Cocais, Rio Acima, Raposos, Belo Horizonte, Nova Lima, Sabará, Caeté, Nova União e Itabira.
“A atividade busca promover o turismo de natureza como alternativa à mineração e urbanização e fomenta a reconexão entre homem e natureza no ambiente urbano”, explica um dos coordenadores da Trilha Transespinhaço (Tesp) e gerente do Monumento Natural Serra da Piedade, André Portugal Santana.
O Setor 1 é a porta de entrada da Transespinhaço, oferecendo conforto e experiências gastronômicas únicas.
O objetivo do evento foi apoiar a implementação da trilha por meio do fortalecimento de sua governança setorial, além de promover a integração entre atores regionais e representantes de diferentes segmentos da sociedade.
“A proposta é agregar informações acerca do cenário atual e definir ações e estratégias visando aumentar a efetividade da implementação e a construção coletiva do Setor 1 da Tesp”, explica André Portugal.
O seminário teve a participação de representantes das gestões municipais, órgãos ambientais, gestores de unidades de conservação públicas e privadas, empresas, associações comunitárias, moradores locais, guias, condutores turísticos e entusiastas do tema.
PAT
O Plano de Ação Territorial (PAT) para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção da região definida como Espinhaço Mineiro, no âmbito do Projeto Pró-Espécies: todos contra a extinção.
O projeto é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e implementado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), sendo o WWF- Brasil a agência executora. O PAT Espinhaço Mineiro é coordenado pelo Instituto Estadual de Florestas.
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