O Inter anunciou uma parceria institucional com o Data Hackers, comunidade que se apresenta como o maior ecossistema de dados e inteligência artificial (IA) do Brasil, para estimular a troca de conhecimento técnico e de estratégias de IA com profissionais do setor. A aproximação ocorre no momento em que a companhia amplia sua escala de operação, fase identificada internamente como "terceiro capítulo", dedicada à internacionalização e à evolução da infraestrutura de dados e inteligência artificial.
De acordo com a empresa, a cooperação pretende dar transparência aos desafios de engenharia e de ciência que sustentam o ecossistema responsável por mais de 180 produtos. Essa estrutura atende às sete avenidas de negócio do Inter: Banking, Investimentos, Crédito, Loyalty, Global, Shopping e Seguros, frentes que dependem do processamento contínuo de informações para funcionar.
Para Marcio Pupin, Head Global de Dados e AI do Inter, a infraestrutura de dados opera de forma transparente para o cliente final, embora esteja presente em cada etapa das transações financeiras. "Quando você acende a luz, não pensa no que acontece desde a hidrelétrica até o seu interruptor. Simplesmente funciona. No Inter, os dados são como a eletricidade: cada Pix, cada oferta de crédito, cada decisão de risco é sustentada por essa fundação robusta e silenciosa. A parceria com o Data Hackers nos aproxima do maior ecossistema de Dados e IA do país, permitindo compartilhar o que acontece por trás do interruptor, onde transformamos dados em valor, em escala e com inteligência", afirma o executivo.
Centro de Excelência em Data & AI
Um dos temas centrais do início da parceria é a criação do Centro de Excelência (CoE, sigla em inglês para Center of Excellence) em Data & AI do Inter. Em um cenário corporativo no qual a produção e o consumo de dados ocorrem de forma federada, a estrutura foi projetada para atuar como polo colaborativo de referência, com foco em três eixos:
Segundo a companhia, o modelo não concentra todas as decisões em uma única área. A proposta é destravar a geração de valor em escala. Para isso, é importante estabelecer padrões comuns que possam ser aplicados por diferentes times, habilitando autonomia e velocidade das equipes com segurança e governança, aspecto que ganha peso à medida que a operação se estende a outros mercados.
Encontro com a comunidade em Belo Horizonte
Como parte das primeiras trocas entre a liderança do Inter e a comunidade de profissionais de dados e IA, a empresa recebeu executivos do Data Hackers em sua sede, em Belo Horizonte (MG), para o DnA Monthly. O encontro reúne mensalmente o time de Data & AI Global do Inter para aprofundar temas como arquitetura, governança, engenharia, ciência, analytics e visualização de dados (dataviz), além de alinhamento estratégico.
Conforme informa a companhia, o foco das sessões está em compreender como essas disciplinas são orquestradas para gerar valor aos clientes. A presença de representantes da comunidade levou para fora da empresa discussões conduzidas pelo time interno e abriu espaço para o intercâmbio de experiências com o mercado.
Podcast revisita marcos tecnológicos
A parceria também prevê a publicação de conteúdos técnicos direcionados a engenheiros, cientistas e analistas de dados, além de profissionais de áreas correlatas. O primeiro material lançado é um episódio especial do Data Hackers Podcast que resgata marcos da trajetória do Inter, como o fato de ter sido a primeira instituição financeira digital da América Latina e a primeira do segmento a migrar toda a sua infraestrutura para a nuvem, segundo a companhia.
A conversa mostra como esse percurso evoluiu para uma estratégia baseada em dados e IA, apoiada por fundações tecnológicas que permitem escalar soluções, acelerar o desenvolvimento de produtos e ampliar a geração de valor para os clientes. Participam do episódio Marcio Pupin, Head Global de Dados e AI; Carlos Pedrosa, Diretor de Data e IT Strategy; e Tiago Moura, Especialista Master de Data Science.
Os três executivos abordam desde a base da infraestrutura do Inter até a aplicação de IA generativa em produtos financeiros. O episódio completo está disponível no canal do Data Hackers no YouTube e nas principais plataformas digitais de podcast.
Com a cooperação, o Inter passa a compartilhar com a comunidade técnica parte dos processos que sustentam sua operação de dados. A previsão é que novos conteúdos e encontros ampliem o diálogo com profissionais de engenharia, ciência e análise de dados no país ao longo da parceria. O movimento também conecta a companhia a especialistas que acompanham, de perto, a incorporação de modelos de IA generativa e de machine learning às rotinas do setor financeiro.
Sobre o Inter
De acordo com a companhia, o Inter foi a primeira instituição financeira a lançar uma conta digital, em 2015, o primeiro marketplace integrado ao aplicativo de uma instituição financeira, em 2019, e a primeira rede social financeira, em 2025. Atualmente, posiciona-se como um Super App Financeiro Global e atende mais de 45 milhões de clientes em diferentes países. O ecossistema reúne serviços de banking, investimentos, crédito, seguros, shopping, remessas internacionais e programa de pontos, entre outros. Segundo a empresa, o Inter registra índice de eficiência de 42,1%, administra carteira de crédito de R$ 55,3 bilhões, mantém patrimônio líquido de R$ 10,6 bilhões e soma ativos totais de R$ 102,9 bilhões.
Para mais informações, basta acessar: https://inter.co
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