O pistache é originário da Ásia e teve produção exclusiva em países mediterrâneos por muito tempo. O artigo publicado em 2021 por pesquisadores da Universidade de Messina, na Itália, destaca que as primeiras evidências sobre o consumo remontam à época dos neandertais, cerca de 300 mil anos atrás, após a descoberta de restos carbonizados em uma caverna de Israel.
Hoje já se sabe que o pistache possui diversos benefícios nutricionais. Indo além do alto teor de gorduras boas (45,3 gramas), a noz se destaca também pela presença de proteínas (20,2 gramas). Em 100 gramas da noz, ainda é possível encontrar carboidratos, ferro, magnésio, fósforo, potássio, sódio, zinco, cobre, selênio, vitamina C, vitamina B12, vitamina A, vitamina B6, vitamina E, vitamina D, vitamina K, tiamina, niacina e tiamina.
Atualmente, grande parte do pistache consumido no território brasileiro é importado, principalmente, dos Estados Unidos, conforme dados do Comex Stat, portal do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Os Estados Unidos lideram a produção mundial, com 63%, com o Irã, a Turquia, a China e a Síria na sequência, conforme a Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO). Se no início o clima era uma das barreiras, o país priorizou o melhoramento genético até a planta se adaptar ao calor da Califórnia, Estado americano que detém mais de 95% da produção.
Para dar suporte a essa demanda crescente, produtores americanos se organizam em torno da American Pistachio Growers (APG), uma associação que representa mais de 865 produtores e atua com foco em qualidade, sustentabilidade e inovação. A APG também trabalha para difundir os benefícios nutricionais do pistache. Torrado e salgado, por exemplo, vira um snack prático e pode ser uma excelente opção de recuperação muscular após o treino.
Com olhos voltados para mercados estratégicos como Ásia, Europa e América Latina, a APG investe em pesquisas e campanhas educativas para reforçar os diferenciais do pistache americano e acompanhar a crescente busca por alimentos mais saudáveis e sustentáveis.
O mesmo artigo citado anteriormente, da Universidade de Messina, diz que há um consenso científico de que o pistache impacta a saúde humana pela riqueza de nutrientes e compostos bioativos. Os fenólicos, por exemplo, contribuem para efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios no organismo, enquanto os polifenóis afetam enzimas envolvidas na regulação da glicose e no controle do diabetes tipo 2 e têm potencial antimicrobiano e antiviral.
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