Desde o momento em que é retirado da colmeia até o envase, o mel exige manejo cuidadoso para manter suas características e garantir a segurança alimentar.
Para orientar os apicultores do estado sobre os procedimentos adequados na atividade, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) lançou a cartilha Apicultura: Boas Práticas de Processamento.
O material está disponível para consulta na Livraria Virtual do site da empresa, neste link .
A apicultura é desenvolvida predominantemente em pequenas propriedades. Em Minas Gerais, são aproximadamente 7,5 mil agricultores familiares na atividade, incluindo mel, própolis e outros itens.
A produção de mel no estado gira em torno de 7,6 mil toneladas, com destaque para as regiões Central, Centro-Oeste e Norte de Minas.
Qualidade e segurança
A publicação destaca que a qualidade do mel está diretamente relacionada às plantas utilizadas pelas abelhas, à água consumida pelos insetos e, principalmente, aos cuidados adotados pelo apicultor em todas as etapas de produção e processamento.
A qualidade do mel é preservada quando o produto processado mantém as mesmas características que apresentava nos favos, dentro da colmeia. Uma vez perdida, essa qualidade não pode ser recuperada.
Por isso, toda a cadeia produtiva deve seguir critérios rigorosos para evitar alterações nas características físicas, químicas e sensoriais do mel e atender à legislação brasileira.
“A produção de um mel seguro depende do manejo adequado no campo e do uso correto das boas práticas durante a coleta, o transporte e o processamento, reduzindo os riscos de contaminações”, explica a coordenadora estadual de Pequenos Animais da Emater-MG e autora da cartilha, Márcia Portugal.
Riscos de contaminação
O material técnico alerta para três tipos principais de contaminação do mel: física, como a presença de terra, fragmentos de madeira ou insetos; química, causada por resíduos de detergentes, medicamentos ou agrotóxicos; e biológica, relacionada à presença de microrganismos como leveduras e bactérias, que podem provocar fermentações e riscos à saúde do consumidor.
“Pequenos descuidos nas instalações, nos equipamentos ou na higiene da mão de obra podem comprometer a segurança do alimento e inviabilizar a comercialização do mel”, alerta Márcia Portugal.
A cartilha detalha orientações sobre instalações apícolas, limpeza e conservação de equipamentos, cuidados com a mão de obra e procedimentos corretos de colheita e transporte.
Também aborda a higienização da unidade de extração do mel, incluindo a lavagem e sanificação de pisos, paredes e equipamentos com produtos adequados e nas concentrações corretas.
O processamento envolve etapas como centrifugação, filtragem, decantação, envase e armazenamento, todas descritas com recomendações técnicas para preservar a qualidade do produto e evitar a degradação dos açúcares e a formação de substâncias indesejáveis.
Armazenamento
A publicação orienta que o mel deve ser armazenado em local seco, escuro e com temperatura adequada, sem refrigeração, para preservar aroma, sabor e enzimas.
A cartilha também esclarece que a cristalização do mel é um processo natural, característico de produto puro, e não representa perda de qualidade.
Agropecuária Minas entrega 156 títulos de propriedade rural em Jequitinhonha, após 34 anos de espera
Agropecuária Casal deixa a capital do país e retoma tradição familiar na produção de queijo em Minas Gerais
Agropecuária Governo de Minas entrega kits de irrigação a mais de mil produtores do Vale do Jequitinhonha
Agropecuária Quatro municípios são incorporados à microrregião produtora do Queijo Artesanal do Serro
Agropecuária Governo de Minas participa da 16ª Festa do Queijo de Ipanema, no Vale do Rio Doce
Agropecuária Governo de Minas participa da Megaleite 2026, maior exposição de pecuária leiteira da América Latina Mín. 15° Máx. 22°
Mín. 14° Máx. 18°
ChuvaMín. 15° Máx. 17°
Chuva