Cerca de 800 pessoas, a maioria pequenos e médios produtores rurais, participaram do 2º Seminário Mineiro de Irrigação em Montes Claros. O evento foi realizado pelo Governo de Minas , por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) , em parceria com o Sistema Faemg/Senar, com o objetivo de apresentar soluções e promover debates sobre a técnica que permite o aumento da produtividade na agropecuária, com geração de emprego e renda.
O Seminário ganhou maior importância com a assinatura pelo governador Romeu Zema, em julho deste ano, do decreto que regulamenta a Política Estadual de Agricultura Irrigada Sustentável. A medida estabelece diretrizes técnicas, ambientais e administrativas para ampliar a irrigação de forma racional.
“A nova política é um marco regulatório que temos para trabalhar com a irrigação em Minas. É importante consolidá-la no Norte de Minas, que tem um potencial absurdo de irrigação. A participação dos produtores torna-se relevante para que, conhecendo novas tecnologias e questões ambientais, possam colocar projetos em prática”, disse o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas, Thales Fernandes.
O evento teve como tema principal os desafios e as oportunidades relacionadas ao uso de águas subterrâneas na irrigação, questão essencial para o Norte de Minas, região marcada pela escassez de águas e disputas pelo recurso hídrico. Além de palestras com especialistas, que discorreram sobre temas como o desafio energético e uso consciente das águas subterrâneas, o seminário teve espaço para a escuta. “A ideia foi discutir os principais desafios dos agricultores irrigantes, conhecer iniciativas de sucesso e propor alternativas e parcerias para facilitar o acesso à política de agricultura irrigada e às tecnologias”, disse a chefe do Núcleo de Gestão Ambiental da Secretaria de Estado da Agricultura (Seapa), Ariel Chaves Santana Miranda.
O produtor Ivore Frans Almeida Veloso, do Sindicato dos Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais de Icaraí de Minas, destacou a importância do seminário para obter mais informações. “Não tem outra conversa: temos de irrigar para produzir mais alimentos e desenvolver a pecuária.”, afirmou.
O superintendente de Inovação e Economia Agropecuária da Seapa, Feliciano Nogueira de Oliveira, disse que a difusão da irrigação no Norte de Minas vai colaborar para o crescimento da fruticultura, horticultura, olericultura e a produção da mandioca. Ele enxerga também a possiblidade de a produção de café, ainda incipiente, ser acelerada. A irrigação também trará benefícios para a pecuária, principal atividade rural do norte-mineira. “A técnica poderá ser implantada nas lavouras de sorgo e milho, usados na alimentação do rebanho, sem contar que pode ser aplicada nas áreas de pastagem”, diz.
O II Seminário Mineiro de Irrigação dá continuidade ao sucesso da primeira edição que ocorreu em 2024, em Paracatu.
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