Dados do Ministério da Previdência Social apontam que, em 2024, mais de 440 mil brasileiros foram afastados do trabalho por conta de depressão, transtorno de ansiedade, estresse grave, dentre outras questões referentes à saúde mental. Em 2014, os números apontavam, quase 203 mil brasileiros afastados em razão de transtornos mentais e de comportamento.
A partir de maio deste ano, as empresas brasileiras serão obrigadas a incluir a avaliação de riscos psicossociais no processo de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho. A exigência atualizada é da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no ano anterior, e significa um padrão na proteção da saúde mental dos trabalhadores.
De acordo com a advogada Maria Inês Vasconcelos, a crise de saúde mental vivenciada pelos trabalhadores brasileiros tem vários fatores. “Metas excessivas, sobrecarga de trabalho, jornadas prolongadas, assédio moral, falta de autonomia e conflitos interpessoais são alguns episódios desencadeadores de estresse, ansiedade, depressão e síndrome de Burnout”, explica.
Ainda conforme a advogada, “repercussões positivas vão ocorrer, diminuindo a violência mental no trabalho e criando caminhos seguros e viáveis para implantação, por parte das empresas, de políticas que adotem o pilar constitucional de liberdade e valorização do emprego, além da legitimação de um ambiente laboral ativo, diminuindo a mercantilização do trabalho”, pontua Maria Inês Vasconcelos.
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